Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sexta-feira, junho 16, 2006

Amar

Tu não amas nunca o que tens
Ou quem tens
Tu apenas podes amar o que
Um dia poderás ter
Quem poderás ter

Amar apenas tem sentido
se do sentido for
a apetência virgem
Incólume aos hábitos

Olha lá:
De que serve amar
O que já se sabe
Quem já se sabe que se ama?

1 Comments:

  • At quinta-feira, junho 29, 2006 12:42:00 da manhã, Anonymous Cássia said…

    Caro poeta,

    O passado já não conta, o presente vive de expectativas - o amor estará sempre no porvir, sem se dar conta de que o futuro não existe. Em outras palavras, "O amor é uma promessa por cumprir".

    Adoro-te (será que posso publicar isso?)

     

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