Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

terça-feira, junho 20, 2006

Areal dos teus olhos

Apalpo o Zambeze com a polpa do meu prazer renovado.
A maçanica está doce, habitada pelo fim da tarde.
O canavial recosta-se, beijado pelo pende e pelo cheiro acre da queimada.
Com um indicador e um polegar de uma rigorosa mão do destino puxo docemente para cima de mim o horizonte transgressor que és, com ele me tapo.
E assim adormeço no doce areal dos teus olhos.
Algures, num mapa fluvial que apenas os espíritos conhecem, eles que guardam o rio desde sempre.

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