Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

quinta-feira, junho 29, 2006

Cartas de amor


Sem cartas de amor não podemos viver, dizes-me. Cartas de amor? Para quê escrever cartas de amor se podemos ter o amor sem cartas? Amor, amor não se escreve, faz-se. Mesmo assim, dizes! Quero cartas de amor porque cartas também são amor, insistes, são carne de nós, cana-doce de nós. Mas quem te disse que não te escrevo cartas de amor quando amor contigo faço, página a página, frase a frase, letra a letra, tu a tu em-ti-mim? Mas afinal, minha noite sem perímetro, meu rio sem foz, por que não nos escrevemos cartas de amor?

2 Comments:

  • At sexta-feira, junho 30, 2006 7:42:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    ..."No fundo sempre escrevemos o mesmo.Pergunto-te se estás enferma,depois tu mo perguntas,digo que quero morrer ,e tu também o dizes,quero chorar como uma criançinha diante de ti, e então tu queres chorar diante de mim como uma menininha.E uma e dez mil vezes e sempre quero estar a teu lado, e tu me dizes o mesmo.Suficiente,suficiente.
    E continuo sem saber o que disse o médico,oh lenta,oh péssima correspondente,oh má,oh amada,oh tu ...bem,que mais?nada,silenciar em teu regaço." (Franz Kafka)..."Cartas a Milena"

     
  • At domingo, outubro 21, 2007 6:53:00 da tarde, Blogger Wetela said…

    Bons tempos em que se trocavam cartas de amor para expressar o nosso amor para a pessoa amada. Diz muito bem o Professor, agora de faz amor e por que escrever ser o amor também se faz...

     

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