Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, junho 11, 2006

Espanto

Espanto-me de me espantar
Nesta rotunda tão inesperada da vida

Passamos, passais, passam

E todos os dias roçamos os dedos
Na pequena vertigem de sermos
Nos joelhos das madrugadas
Dizeis-me que sois?
Não me interessa se sois
O que eu desejaria saber
É porque quero saber

Passamos, passais, passam

Entre o que achais que sou
E o que sou achando-vos
Esgueiro-me nas ténues figuras
Que damos à vida vivendo
Dizeis-me que sabeis?
Não me interessa se sabeis
O que mesmo queria perguntar
É por que quero perguntar

Passamos, passais, passam

2 Comments:

  • At sexta-feira, junho 23, 2006 11:16:00 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    publique isso.

     
  • At sexta-feira, julho 28, 2006 6:41:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Meu Poeta!
    Espanta-me tuas indagações
    e inquietudes...
    desaparições e aparições
    das vertígens do que somos
    real irreal

    Sejamos,sejais,sejam

    Corpo inteiro da madrugada
    roçamos teu silêncio ôco
    e,mesmo que não te interesses

    Sejamos,sejais,sejam

    O doce rumor rondoniano
    do instante à penumbra
    bela madrugada...vê!
    Em teu peito cai
    negra noite de sonhos
    jasmins exalam olores
    enquanto anjos famintos
    voam...em tua direção!

    Sejamos.sejais,sejam

    Qualquer coisa tonta
    assim meio louca
    ilimitada...tecida na linguagem
    do teu sempre,querer perguntar...

    Sejamos,sejais,sejam

     

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