Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sábado, junho 24, 2006

O sabor do dia nascido

Repara, minha amante, areia da praia que todos os dias fecundo quando as minhas marés se tornam urgentes e tensas, repara minha amante, corola aberta onde na crista de cada momento guardo o pólen dos amplexos sem fim, repara minha amante como até é possível fazer as palavras amarem-se, polpa após polpa, no espanto sem fim dos rins em frémito, do gemido em crescendo quando as noites se retesam e, de repente, trementes, sentem finalmente entre as coxas o sabor quente e sucessivo do dia nascido e, nos seios do horizonte, nas virilhas pacificadas, a carícia húmida do abraço reconciliado e amigo.

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