Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

terça-feira, junho 27, 2006

Sonhos fluviais

Ó gentes bondosas
Escutai esta saga
O pai do meu rio
É o Deus do canavial
A mãe, a Deusa do húmus
Quando a água do
Zambeze em dor
E espanto e gemido
Galga as margens
É apenas mais um parto
É apenas mais uma prole
Cuja placenta deixa
Aos camponeses
Doces e fecundos
Os nutrientes para
A nova sementeira
dos sonhos fluviais

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