Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sábado, junho 24, 2006

Tem amor pátria?

Oh vós outros
Polícias dos costumes
Castradores da humanidade
Dizeis-me que se aqui
Não houver um pilão
Uma palhota
Uma queimada
Um xicuembo
Que isto não é um poema
Que esta não é a nossa
Matapa
Que isto está sem o nosso gosto

Oh vós outros
Polícias dos costumes
Castradores da humanidade
Quem vos disse
Que pilão tem pátria
Palhota dono
Queimada uma só incandescência
Xicuembo um só dono?

Oh, vós outros
Canibais do ser humano
Sabei hoje e aqui
Na vossa fagocitose
Vós, estreitos e estúpidos,
Que somos espigas de milho
Na mesma raça de sonharmos
Tem amor pátria?
Tem beijo tribo?
Tem cópula nação?

Oh vós outros
Assassinos das almas iguais
Artífices das casas fechadas
Sabei
para sempre
Que sou o rizoma
Quente e amigo
De onde brota
Este amor plural
De todas as aldeias
Da mesma humanidade

1 Comments:

  • At terça-feira, junho 27, 2006 7:57:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Caríssimo Sociólogo...na Filadoxia 2813 nos encontramos,cumplicidade única nos tornamos...juntar-me-ei à tua causa,combateremos e exterminaremos os "vermes" que traçam principalmente os desprovidos de "Nyaya"...começaremos pois,por directores e gerentes,policiais e presidentes,"doutores" das leis,canibais de sonhos,ladrões de esperanças,castradores de certezas,de raças sofridas,sentida... em cada batida de pilão em milho;onde está meu filho? agora geme uma mãe! Serei contigo,serei rizoma quente e amiga desta pluralidade das aldeias globais.

     

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