Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, junho 11, 2006

Vida

Dizes-me: eu vivo
Sim, claro, vives
Vives como cada um de nós

Mas há apenas uma pequena coisa
Que esqueces como todos nós
É que tu, afinal, não vives
Apenas és vivida
Vivida por quem te habita
Por quem amas e odeias
Por aqueles que inventas e apagas
Nos trilhos dos teus dias
Cheios ou vazios
Pela vida que te impuseram
Pela servidões a que te obrigam

Mas dirás: mas não, sou eu
Apesar de tudo
Claro que és tu
És apenas tu no momento
E apenas nesse momento
Exacto e definitivo
Em que te fizeram e te fazem

E, vê tu, coisa banal,
Até neste poema és vivida
Por mim
Neste sorvo de ti
Sendo-te
Possuindo-te

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