Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sábado, julho 01, 2006

Demasia de ti


Singular destino o das palavras e dos travessões, bizarra história a das coisas cheias do nosso eu! Repara, eu digo amo-te e vê tu como o amo, que sou eu, é maior do que o te, que és tu. Como podes tu seres tão pequena no te e eu tão grande no amo, quando quem eu amo és tu e a demasia de ti não cabe no te e o meu amor apenas em ti tem sentido? E para quê o travessão se nos somos? Dizes-me que é uma ponte? Está bem, essa ponte pode ficar, então.

1 Comments:

  • At domingo, julho 02, 2006 3:08:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    "Um destino humano entrega-se a um destino humano...e o serviço do amor puro é manter desperta essa entrega exatamente como sempre foi;...o amor é imensamente mais rico do que qualquer outra possibilidade humana;...agradeço pois,através de nós mesmos...e não encontro nada que seja suficiente para tanto!"..."nos somos"!...sejamos suficientes, então.

     

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