Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

segunda-feira, julho 10, 2006

Mamana Maria



Manhã cedo
Mamana Maria
Saiu foi
Dumba nengue
Como cada dia
Senta-abaixo
Sol é sombrinha
Filho às costas
Capulana
De sempre
Carvão para vender
Badgia para vender
Amendoim torrado
Ficou
Ficou
Ficou
Dinheiro
Quase nada
Apanhou chapa
Noite alta
Chegou casa
Fez comida
Marido esperava
Deitou-se
Esteira
Cansaço
Foi travessão
Marido serviu-se
Maria não soube

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