Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

segunda-feira, julho 03, 2006

Pólen-poema


Escuta: quando passamos as palmas das mãos por uma flor, vez que vez, docemente - sente lá comigo! -, quando nos espraiamos pelo cálice, pela corola, pelo seu terno perianto de estames e gineceu, pelas folhas, pela sensação absoluta, pela sensação da sensação sem fronteiras; quando a nossa sensibilidade se agudiza, se erecta na motricidade fina e flor-sentimos, é como se sentíssimos por inteiro no corpo, por ricochete, por dádiva divina, os pesos diferentes de várias carícias, como acordes vários mas unidos numa doce sinfonia táctil e interminável.
Assim sinto em meu corpo as tuas mãos-gineceu e por isso gero este pólen-poema em minhas anteras gratificadas.

1 Comments:

  • At terça-feira, julho 04, 2006 7:13:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Meu Poeta!...a pálida luz deste inverno,não mais se apresenta...ouve:"as quatro estações"-sinfonia de-ti-de-mim!...vem!...amante meu...androceu!...ama-me!sou tua...gineceu!...oh!egoísta amor...deixa que em mim,gere este pólen...fremente em minhas anteras.
    Tuas mãos...tuas mãos...nossas mãos...da-me o cálice,corola da vida!...cálida estou...acaricía minha pétala...pétala por pétala...deita o teu amor fecundo...neste óvulo bendito...nada mais faças...fica assim - assim fiquemos...concedidos...ao devir...puramente-assim!!!

     

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