Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, julho 16, 2006

Seio-poema


Seios-mãe, seios-sexo, duas coisas, uma só coisa, uma ponte entre duas idades, um só ponto em todas as idades. O que é o seio-sexo senão a traquinice projectiva da criança que habita o homem? O que é o seio-mãe senão o futuro retroactivo de todos os homens? O que é um seio senão a coluna vertebral afectiva e total de qualquer homem, o seu coração tenso de Jano? O que é um seio senão um ser híbrido que habita a criança-homem de todos os homens sempre crianças? O que é isto, afinal, senão um seio-poema, senão uma mulher em cada uma das minhas palavras-crianças-homens?

1 Comments:

  • At domingo, julho 16, 2006 9:40:00 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    "Mulher eu sou...sem rítmos alucinantes,eu sigo à minha moda as ondas eletrizantes;
    Mulher...importante bicho da terra,fertilidade nascente...de minhas entranhas,já parí um filho...alimentei-o,junto ao meu seio...sou portadora da vida;...eu sou!...mulher eu sou!...eternamente assim;acalentando-me e acalentando-te criança-homem...nos seios,do meu próprio corpo!"

     

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