Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

quarta-feira, julho 19, 2006

Sendo-te a diagonal de dois em mim

I
Sim amor o amor minha querida
é este amor que gera esta paixão
que parece fogo na alma e na carne
isto de te urgentar a cada momento
esta coisa densa forte íntima infinita
este fósforo que é tão tão tão grande
que vê tu acende mesmo sem acender
carvão em brasa mesmo adormecido

II
Mas ouve este amor é também conflito
amor desamor são dois irmãos gémeos
são serão duas coisas numa mesma coisa
Tu sabes meu amor que o meu desamor
forte agressivo cruel sem razão para ti
é também a minha declaração de amor?
Quem te disse meu amor que as coisas
São assim uma num lado outra no outro?

III
Olha o meu amor tem dois corações
amor o amor é sempre isso mesmo
uma coisa duas coisas sempre uma
não há nunca coisas homogéneas
apenas há coisas sempre diferentes
mesmo tu meu amor és diferente de ti
tantas vezes vê lá tu sem disso saberes
no teu aparente eu único uma peça só

IV
Sabes amor este dual amor é afinal
a inesgotada fiel tensa busca de ti
a mesma lanterna apontada para ti
a mesma bússola dando o teu norte
E se queres saber tudo afinal agora
sabe que te amo e amarei três vezes
quando te amo te desamo e te reamo
sendo-te a diagonal de dois em mim

2 Comments:

  • At sábado, julho 22, 2006 8:29:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Meu Diagonal Poeta!
    I
    Quando, em brasa já tomada estou
    risco teu nome no céu de noite escura;
    e,feito tatuagem...alí ficam cravadas...minhas digitáis,originais de um querer-te agora...ter-te à hora!
    urgentando-te a cada momento.
    Se sim de um lado é agressivo e cruel...me silencío...me escondo...espero o outro lado,e este me denuncía - Adoro-te!
    Denunciada...rendo-me!...enquanto te amor...acolhe-me numa unilateralidade unissono;...prefiro até...que assim sejas!

    II
    Quando sinto amar-te
    amo amor sem sombras ou medidas
    perdida em transparências...vou de reflexo a fulgor;...não mais vejo o sol;...teu espectro desnudo-o...tornou-o opáco;...agora,somente ti transparentas...apenas te, amor meu!

    III
    Quando...se mesmo em te estando,
    morres minguando por meu calor...
    bem sabes da minha cama,
    esteira deste corpo teu...
    queima a alcôva...ãnsia que não se perdeu...permaneceu...
    ancas,seios,nuca,ombros,boca,ventre,coxas...movimentam-se,num fremitar ensandecido...ritmados pelas ondas...deste teu mar em fúria!

    IV
    Quando...vens em febrís carícias,
    não queres mais voltar...mas voltas
    em estado de anti-gozo;
    Quando...novamente,teu outro eu adentras...enseada de mim,
    renasce então tua dualidade...
    e,neste sacro-ofício,
    já não mais se sustenta
    explode Amor...
    extasía na diagonal
    dos teus "dois em mim"!

     
  • At domingo, julho 23, 2006 11:18:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Um admiravel poema de dor e amor
    Kate

     

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