Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sábado, julho 29, 2006

Sou-me porque me és



Os dias só têm sentido quando, na sua nascente, na cascata de ti, me agasalho com a tua alma e nela construo a secreta gruta de sentir-te, artéria de me ser. Nunca me digas dos poentes, nunca me fales da foz, nunca me cantes o ponto final. Madrugadas? Ah sim, mas as madrugadas não nascem nem morrem: são tu, nesta gesta-fénix doce de inventar cada pomo de ti, este infinito estremeção que me percorre percorrendo-te. Escuta, definitivamente: sou-me porque me és.

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"Perdendo-me em ti", acrílico de Cristina Ruiz, pintora, escultora e poetisa mexicana.

2 Comments:

  • At sábado, julho 29, 2006 7:21:00 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Amante!Amante!
    Me vejo no que vejo
    te sinto no que sinto...
    se o manto, corpo meu
    te aquece...te agasalha
    queda imóvel de cascata...
    aquecido serás...em definitivo;
    Porque és sentido...horizontal intocável...
    Escuta:nosso ponto nunca final...
    desnuda-me..tácido,infindo...
    neste fogo que nos ata e desata;
    percorre-me entre as gruta em chama...te chamo...te sussurro...
    tu vens...me calas...num beijo de paixão de brasa compassiva;
    da-me a flor amarela
    cálice do sol...tudo incendeia!
    Minha pele-tua pele
    treme a terra das ancas minha
    a fenda que te convida é a mesma que te recebe...profetisa sou...
    Nesta noite-madrugada
    onde definitivamente...pertencemos-nos...
    em pensamentos não pensados
    sentidos...dissolvidos
    nas artérias do te-em-mim!!!

     
  • At sexta-feira, agosto 11, 2006 2:32:00 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Que sentido... se verdadeiro!
    Mosca

     

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