Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sexta-feira, julho 28, 2006

Tristeza


I
Toma a palma da minha mão
Repara como rigorosamente
A tristeza nela se agachou
Corpórea absoluta dorida

II
Toma a palma da minha mão
Repara como rigorosamente
A tristeza dela escorre agora
Imparável abundante viscosa

III
Toma a palma da minha mão
Repara como rigorosamente
As madrugadas têm um fim
___________________
Abaporu (1928), quadro da pintora brasileira Tarsila do Amaral. O meu obrigado à Júlia pela informação.

6 Comments:

Enviar um comentário

<< Home