Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

segunda-feira, julho 31, 2006

Três

A linha recta, ática mãe de tudo, foi inventada pelos deuses, sabias? Olha, nenhum de nós saberá jamais quantos pontos ela pode conter, mesmo a mais pequena, mesmo aquela que nem fugaz é, mesmo aquela que é mero ponto. Quanto ao real ponto, sabes, esse é lamentavelmente apenas isso, um ponto, sem horizonte, no qual e para além do qual não há espaço nem para ti nem para mim. Que pena não termos habitado o ventre da linha recta, querida! Que tristeza não a termos adubado com o três, aquele belo filho transgressor dos dois! Que ponto sem destino, que destino sem linha!

1 Comments:

  • At terça-feira, agosto 01, 2006 5:31:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Amado Senhor Meu!
    Esquecestes nossa parição?
    Não mais te lembras anêmona?
    Qual deus ousaria tirar de mim
    ou mesmo de ti...este tão real irreal ponto?
    Se te cruzas os braços
    e obedeçes ao divino...pobre de ti!
    pobre de mim!...segues então;
    Eu heresía sou...demasiada estou!
    Intrépida confesso-te:
    lutarei...buscarei...habitarei!
    Dizes sentir pena?...Quanto pequeno sentimento!
    Ouve-me Homem:
    Sou...porque sou...força maior
    que tudo comanda,desenha,risca,apaga...
    para outra vêz traçar...linha reta!
    Prepotência?...Não meu querido...certeza - minha linha,meu traço...destinação...
    eu mesmo faço!
    Sou força...sou Beleza...sou Amor!
    Deusa Sou!
    Vem...caminha nesta direção
    esqueçes os deuses ônticos
    te farei cânticos...aqui...neste ponto.
    Esperando-te!...Adorando-te!...
    Amando-te!
    Vem...Campo Meu!...Meu Deus!

     

Enviar um comentário

<< Home