Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Gérmen do passado

Repara em todo este horizonte
que inventei bago a bago
para ti
neste exacto momento

Mas repara também como
apesar da sua imensidão
é possível sentir-lhe a angústia
a sua espantosa pequenez
este bater de coração sem fim
que até os horizontes possuem
quando a saudade os apoquenta
as lágrimas estão insones
e o futuro
o futuro incuba
o gérmen do passado

Repara bem quanto
a própria tristeza
nele se pode sentir cativa

neste horizonte enfraquecido

de apertada
de cingida
de dorida
mesmo se vestida
pelo doce cacimbo
libertador das manhãs

(sabes que os pássaros
são filhos do horizonte?)

1 Comments:

  • At terça-feira, agosto 22, 2006 7:45:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Amado Homem - Poeta de mim!
    Quanto belo este horizonte
    teu sentir me destes...
    bago a bago
    germinal em mim...sempre sim
    já então vejo e sinto
    outra paisagem...
    mesmo que sofrida,dorida
    angustiante,agônico...
    delíra teu nome
    antítese deste momento presente ausente...
    sinônimo desta saudade
    que tudo invade...invade!

    Minh'alma tua alma
    invade...invade...
    "nosso" campo-horizonte
    invadido está
    cingido está
    sentido está
    e, nesta totalidade
    somos levados pela espiral
    da dor deste amor
    horizontal...vertical

    Vê amor meu...aqui estamos
    fomos germinados
    por cataclísmos nostálgicos
    livres estamos...
    cápsula somos...
    "nosso" amor Fênix
    mistura homogênea
    deste teu-meu sentir
    célula da célula

    toma-me em teu braços agora
    abraça-me forte cativo
    meu corpo - teu corpo
    liberto do tempo

    (sabes que em mim germina um filho teu?)

     

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