Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Os filhos do sol


Ó princesa do rio
Ó êmbolo dos meus sonhos
sentes tu o bafo desta ânsia
sentes tu esta urgência
apressada
inadiável
húmida
filha dos espamos
carne dos sentidos
retesada
neste arrepio sem fim
que apela a cada país de ti
que te busca
te faz
fazendo-me
fazendo-nos?


Ó princesa fluvial
Ó doce espírito dos canaviais
vem comigo inventar o areal
vem comigo fazer
os filhos do sol
sê-me a nascente
sejamos a foz
_____________
Foto de uma escultura de Auguste Rodin

1 Comments:

  • At sábado, agosto 12, 2006 7:52:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Meu Deus e Senhor!
    Ouço...sinto...teu chamamento
    estava nas brumas
    do nosso mundo feérico
    num suave adormecer - esperando-te!
    Sinos tocam ao longe
    prénunciando-te...desperto-me já em êxtase...
    No céu surge a aurora boreal
    clarão de um novo tempo...momento?
    ah!nada importa agora...tempo
    tempo da entrega
    eclosão de sentimentos retesados
    carne à carne
    espasmos orgâsmicos
    humidificados no desejo de...
    na ãnsia...do toque
    do beijo sugado...sugado...
    no frenesi da busca
    desvendar cada parte de ti.
    Arrepios...espasmos...sentidos
    gemidos...gemidos...
    musicalidade que nos envolve
    enloqueçendo-nos...desvairamento...
    amemo-nos amor...sem finitude...
    sem pudôres...sem fronteiras...
    meu corpo - teu País
    entrego-te minha cidadania
    estrangeira em teu corpo
    chama-me...quando bem quiseres
    façamos filhos...
    cana-doces,sóis,luas,estrelas,mares
    façamos amor...somos amor
    abandonados no querer agora...
    atracados...no horizonte
    Horizonte - Do nosso País!
    Adoro-te Senhor!...Meu Deus!

     

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