Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, setembro 24, 2006

Eu inventei a saudade

Hoje é o dia em que me tornei nómada
emigrei para aqui à esquina de mim
à sombra da saudade de ti
total neste busca de cada viagem

Para aqui trouxe todos os cais da vida
todos os aeroportos
todos os apeadeiros
tudo o que parte e chega partindo indefinidamente
tudo o que no fugaz tem a solidez inexorável do ido

Como é fascinante esta física densa sensação
de me ver partir no roçagar de uma vela
na vertigem inesperada de um avião
na mornidão enigmática de um comboio
nesta sensação fantástica de infinito móvel

Quem de nós emigra de nós
quando se chega partindo?
Quem de ti me deixa neste barco
neste avião neste comboio
neste poema que em ti madrugo?

Eu inventei a saudade para não me despedir de ti

3 Comments:

  • At segunda-feira, setembro 25, 2006 7:00:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Querido...Meu Querido,

    Se saudade minha
    sombra te faz...refrigera-te homem
    porque estou e te estou
    sempre no em sempre...
    presente instante
    parte por parte
    cada pedaço de ti...
    sem pouso,sem morada
    nômades desta realidade
    somos porque somos
    caminheiros sem finitude
    do passado...presente...futuro
    Tempo!!!
    Levastes o cais da vida?
    oh! egoísta amor!
    Onde agora fico a esperar-te?
    No porto seguro da certeza?
    Ou na solidez fugaz
    do pensar-te vindo?
    Bem sabes o que sou...como sou...
    marca que te prendeu...
    o ilimitado é a minha destinação
    parto para ti neste tempo agora
    sem hesitação...
    doce,fascinada - Tua direção!
    Sem mornidão enigmática...
    velejo por entre nuvens-mar
    brumas...céu...estrelar...!
    Emigrantes do infinito
    não chegaremos ou mesmo partiremos
    seremos...
    uma só condenação!
    Mais alta noite...sopro de aurora
    vindo...indo...com o vento
    desvendadas...nossas almas
    abre corações...teu-meu
    e, feito águia
    que conheçe todos os caminhos
    aqui revelo-te um segredo:
    Nada invento...
    a noite já está se indo
    e, amor meu...somos filhos desta,
    anjo que me és...
    já então...devemos morrer;
    A aurora já tão logo se mostra
    saltando sobre montes...
    e,nossas cinzas amante,por certo
    nosso amor levantará
    junta-se-a ao sol...
    imortais na madrugada
    nos seremos ternos-eternos poemar!

    Eu nada inventei
    porque és tempo,sol,vento,movimento...
    neste momento o silêncio misturou-se
    com o roçagar de asas invisíveis
    e estremecimentos de corpos etéreos

    Não te sinto saudade...juro-te!
    encontro-te quando procuro-te
    em aspirais viajo em direção ao céu...
    nosso canto...canteiro
    véu diáfano dos jardins
    da minha e da tua vida!

    Eu te tenho em cada instante...não preciso despedir-me de ti!

     
  • At segunda-feira, setembro 25, 2006 12:02:00 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Há poemas que de tão belos nos roubam as palavras e os comentários.
    Lara

     
  • At segunda-feira, setembro 25, 2006 10:19:00 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    saudade e o que sinto quando nao passo por aqui. Bjs

     

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