Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, setembro 17, 2006

Na esteira do infinito

Recorto ao longe a última noite
e trago-a lentamente pelo rio
remando com o xigomana* nascente
que atravessa os sonhos do canavial
E no mais banal dos actos humanos
colho as estrelas uma a uma
e as deito junto de nós
debruadas com esta lua
que te ofereço sonho a sonho

Agora doce mulher da savana
ainda temos um tempo imenso
aqui na margem da dança
aqui na esteira do infinito


Os sentidos nos chamam
os deuses já se deitaram
neste poente da tua capulana
__________________
*Dança do sul de Moçambique

1 Comments:

  • At terça-feira, setembro 19, 2006 8:19:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Amante...Meu Amante!

    Agradeço-te
    no tudo e por tudo
    que me ofereçes em sonho
    que bem sabes,ser real!
    Leva-me lentamente
    atravessa canavial...
    leva-me para tuas-nossas noites
    em que danço para ti
    exótica dança dos sentidos...
    insinuo-me em movimentos insólitos
    mortificando tua razão...
    vem que te quero assim
    tateia-me por instantes
    deslizo das tuas mãos
    provocante...sedução...
    no ar,aroma
    verbena...estação
    já não mais te sustentas
    és pura emoção...
    vem que te quero assim
    rendido,clamas:
    Vem Mulher!...Sê esteira!
    Obedeço-te em nuance de desejos
    já então deito-me...ardente
    semi-nua...deixo para ti
    tirar-me a capulana
    última peça
    cobre o corpo meu...
    Fora os deuses
    não os quero neste instante pleno.
    Quero-te homem!
    Agora doce homem...
    deus que me és
    ama-me infinito...
    na savana deste tempo imenso
    nos poentes...nas nascentes
    vem que te quero assim
    ama-me amante...outra vez assim!

     

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