Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sábado, setembro 09, 2006

Poema erecto

Os deuses me deram a madrugada
mas com a cola dos meus sonhos
neles colei docemente os teus seios
quentes túrgidos vibrações de gazela
nesta manhã quando o rio dormia ainda
e a savana acariciava a lonjura

Descendo pelas ladeiras de ti
arrepio ante arrepio
carícia após carícia
no trilho doce da anteaurora
sob os olhos do embondeiro
guardião sereno do nosso futuro
a eles teus meus seios cheguei
coração estugado virilha ansiosa
para na memória do orvalho fluvial
gravar este poema erecto

1 Comments:

  • At domingo, setembro 10, 2006 7:10:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Ardente Poeta Meu,
    "Ave-Deuses...
    fazedores das nossas madrugadas".
    Rendados sonhos
    de fluidos desejos
    adornas agora
    estes teus seios meus...
    acolho-te e deito-te
    na alcatífa alba
    deste corpo meu
    savana...pouso teu!
    Febrís carícias
    tuas mãos...teus dedos...
    percorre-me incessante
    por inteira...
    não só ladeiras desces
    obedeces ao chamamento
    minhas curvas ...toca-me
    delicado deslizar sem fim
    gemidos ecoam em orbes celestiais
    agarra-me com terna violência
    cola-me ao corpo teu...
    archote de mim...
    ardentes loucuras sussurram
    em diedro sitiados
    do ti em mim...mim em ti
    antevejo estugada
    ansioso gozo alfenim
    faz-me assim!
    ama-me assim!
    deixa gravado em meu ser
    as digitais da tua ãnsia...êxtase
    Homem presente
    Futuro de mim!!!

     

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