Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Recomecemos


Crianças feéricas a montante
Graves, pálidos a jusante
Em todo este doce jogo de amor
Em toda esta vertigem dos rins

Depois, distendidos os sentidos
Pausados os dedos do clímax
Aprendemos que o destino dos rios
É o de serem este êmbolo caudaloso

Recomecemos, doce amante
_________________
Escultura de Auguste Rodin

2 Comments:

  • At quinta-feira, setembro 07, 2006 7:54:00 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    recomecos sao sempre encantados...bjs. Tuchamz

     
  • At sexta-feira, setembro 08, 2006 4:56:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Doce Poeta,

    Chove
    nesta silenciosa noite...
    Vê amante, como está
    este céu que nos protege
    em véus de estrelas de papel
    cintilam douradas...prateadas
    mas,não rasgam não
    foram delicadamente recortadas,buriladas
    por anjos e fadas
    para fazer dormir
    filhos e filhas - nossa criação!
    Agora somos nós...estamos a sós
    nada mais feérico está
    descortinados...somos levados
    por vertigens e delírios...
    luas e sóis embriagam-se
    na vinha do nosso sumo
    pele arde,queima...destilando desejo
    mãos,dedos,boca...tudo toca
    carícias percorrem teu-meu
    corpo fala...suplíca...
    vem depressa...
    quero-te assim
    todo inteiro,pesando sobre mim
    êmbolo caudaloso
    ama-me assim...
    esqueçamos o mundo...o tudo
    oh!... clímax do clímax
    Sim...Sim...Sim...
    Recomecemos amante...
    Sem Fim!

     

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