Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, setembro 17, 2006

Te semeei

Não é quando partes que sofro
não é quando chegas que sofro
por saber que partirás
não é quando nos amamos
que sofro pelo fim
não é pelo fim
que sofro pelo princípio
de cada fim

É quando fatalmente sinto
que foi a saudade quem te criou
na minha margem de ti
à beira de mais este poema
onde de novo te semeei

1 Comments:

  • At terça-feira, setembro 19, 2006 6:06:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Meu doce Semeador...

    Se saudades minhas
    te faz sofrer
    perdoa-me por assim dizer:
    Que sofras!
    Que sofras!
    Sofrídas são minhas noites...
    de angústia sem fim...
    Esperando-te!
    Lendo-te!
    Sentindo-te!
    em cada margem de ti
    no frescor dos versos versados
    nosso encontro amor, aqui se faz-
    Provisório!
    Indelével na memória...!
    espera-me um pouco mais
    logo chegarei em - ti
    não mais partirei
    contigo serei...na semeadura
    deste poema plano de amor confesso.
    Serei flor...presente
    em tua nervura
    meu sentir...cobrirá tua ossatura
    neste nosso encontro...reencontro
    sem ausências...sem tormentos...
    Seremos então...futuro Permanente!

    (semeia-me amante...sabias que em cada germinar de ti...o firmamento nos apresenta plenilúnio?)

     

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