Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, outubro 15, 2006

Amor

Sente como nesta sístole dos rins da madrugada
nos desembraiamos em mais uma diástole infinita
inteiros e puros no rigoroso momento do espasmo

1 Comments:

  • At segunda-feira, outubro 16, 2006 4:56:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Amante Poeta meu,

    Nada fiz
    que se dissesse
    ano após ano
    dia após dia
    do mesmo fazer.

    Tenho a sabedoria
    dos improvisos
    e das notas bacantes
    que suspiram por sobre os leigos.

    Tenho a inquietude soberana
    do pemsamento cigano.

    Borboleteio
    pelas impressionistas paisagens
    das horas mortas
    -tão ocupadas!-
    em que o comum das coisas
    repousa ou se abstrai.

    nada tenho, de imortal
    ou garantido,
    de seguro ou permanente,
    -senão a certeza inquietante
    da chama, do impulso, do espocar.

    Como a cigarra, cigarro,
    como a formiga, formigo,
    e, como as abelhas,
    abelheio à busca de mel.

    Não raízes, não alicerces,
    mas o brilho, o belo, o metal,
    o som que ninguem mais ouve,
    os poemas
    que vozes únicas me sussurram
    ao de leve.

    Neste turbilhão de luz,
    de guerras, de solidões,
    indago ao destino e não entendo,
    mas mergulho ao teu encontro
    ávidasubmissaescravaembriagadadeprazer.

     

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