Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, outubro 15, 2006

Eu amo as mulheres

Eu amo as mulheres
Olha deixa-me dizer as coisas assim
limpidamente com a simplicidade ática do destino certo
Não não tenhas ciúmes absolutamente não os tenhas
deixa-me antes explicar como te amo nas mulheres que amo
e como em cada ti amo as mulheres desta saga sem fim

Eu amo as mulheres
eu amo o colo variado de me serem o corpo doce quente integral
aquele corpo que aperto entre os dedos de cada noite opressa
eu amo o horizonte que germinam em seu ventre infinito e prolífero

Eu amo as mulheres
eu amo aquela sua alma que balsama a rudeza e a brutalidade
eu amo aquela bondade que borda de equilíbrio cada parte de mim
eu amo aquela mão que no exacto momento
me tonifica reinventando-me

Eu amo as mulheres
eu amo a tenacidade com que desactivam as agruras que me habitam
eu amo a maneira como reiventam a paz
na polpa de cada ser de me serem
eu amo a alma do olhar com que ternamente
acariciam a umbreira de cada mim

Eu amo as mulheres
eu as amo e as choro quando são magoadas torturadas mortas
quando o seu útero é perfurado pela maldade insana
do punhal dos guerreiros
eu amo e morro em cada corpo delas violentado
nas garras de cada selvagem

Eu amo as mulheres e agora vou explicar-te por que amo as mulheres
Sabes eu amo as mulheres porque em cada mulher que amo
Eu amo-te amando-as porque elas são tu quando as amo amando-te
e tu és elas quando te amo em cada página
de me seres em cada ser de te ser nelas

Para cada saudade que em mim ancorava o rizoma imenso do vazio
chegaram finalmente no barco de ti as mulheres que és e sempre serás
na única mulher que amo amando cada mulher

4 Comments:

  • At segunda-feira, outubro 16, 2006 2:44:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Amante Poeta do Amor,

    Dizes amar-me em cada colo quente
    de mulher amada
    Dizes amar as mulheres
    numa particularidade que te sou
    então vos digo amor meu:
    Eu odeio os homens
    não, não te espantes
    com esta minha afirmação

    Eu odeio os homens
    por ve-los na insignificância
    das razões que povoam meu querer
    por ve-los vestidos de ti
    não sendo ti

    Eu odeio os homens
    por não poder desenhar teu perfíl
    em corpos, risos, marcas
    que não são tuas

    Eu odeio...odeio com ódio mortal
    àquele que minha mente
    ousa enganar-me
    mostrando-me semelhança tua
    engana-me por instantes apenas
    tão logo de mim aproximam
    vejo rosto que não é teu
    palavras que não são tuas
    sentimentos perdidos
    expectativas inúteis
    tentativas vãs
    desta minha mente insana,perversa
    que teima em arrancar-me de ti

    Quanto odio sinto
    destes homens caricaturados
    tolos,bobos,intelectualoides arrogantes,pobres, ricos, rudes,polídos, negros, brancos,amarelos...infinitos tipos
    arquétipos que não são teus...

    Eu odeio os homens
    mesmo aqueles gentís e doces
    ternos e belos
    elegantes e cortêses
    bem-humorados e enamorados
    inteligentes e sensíveis
    Adoráveis homens extintos
    mestres na arte do amar
    com a delicadeza do toque
    das mãos por sobre meu corpo
    em ãnsia
    do gesto ao chamar-me apenas
    com a força do olhar fecundo
    da boca que suga minhas vontades
    do desejo que me devora
    a qualquer tempo, a qualquer hora
    que me domina e alucina
    põe-me mulher, põe-me menina
    põe-me mansa feito bicho acuado

    Eu odeio este homem extinto
    porque sei e sinto
    que és tu meu amor
    este fênix renascido
    que sobrevoa ístmo
    ao encontro destas outras mulheres

    odeio-te e adoro-te
    porque sabes de mim
    e dizes amar-me
    mas...o que fazes por mim
    que tanto amas?
    o que fazes por ti
    para te seres completo?...tendo-me

    Oh! Guerreiro dos meus dias
    das minhas noites sem fim
    pega tua lança
    veste tua armadura
    desafia o tempo, o espaço
    sê corajoso homem único que amo
    arrebata-me deste meu mundo
    prisioneira destemida
    que te espera em longa espera
    leva-me contigo
    aos confins de mundos desconhecidos

    ouve: Tenho comigo uma porção mágica
    segredado por deusas
    serei tantas mulheres,terei tantas faces
    mas ti saberás que todas e tantas
    que se te apresentares
    a cada noite, a cada dia
    serei eu na totalidade da essencia
    única que me faz ser
    tua
    nua
    eterna mulher-amante que
    adora-te!
    ama-te!
    venera-te!

     
  • At sábado, outubro 21, 2006 1:38:00 da manhã, Blogger prozina said…

    haverá por aqui alguma coisa de pueril?

     
  • At sábado, outubro 21, 2006 6:27:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    PROZINA:
    Certamente refere-se ao meu escrito;respondo-te então: Sinceramente...sei não!!!.És livre para pensar o que bem quiseres.É desta forma que sei expressar o meu sentir...lê o que fiz agorinha mesmo para o "meu poeta"...dono e senhor desta página:
    Eu te amo um...
    Eu te amo dois...
    Eu te amo mais...
    Que feijão com arroz!!!

    Quer coisa mais pueril que este escrito?
    PS: Anotei teu endereço...que felicidade!!!...agora sim...estudarei mais, lendo-te
    todos os dias.Deixo aqui meu muito obrigada pelo alerta grande mestre e gênio da humanidade.Que felicidade!!!!!....repito!!!!!...que felicidade...ENCONTREI O CAMINHO DA SABEDORIA.......

     
  • At sexta-feira, outubro 27, 2006 3:36:00 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Por esta eu não esperava um dueto de amor ao amor!

    :)

    interessante!

     

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