Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, outubro 15, 2006

O leito deste beijo

Colho-te no horizonte quando as gaivotas afagam o mar arfante
e devagar te deito na areia deste poema com cheiro a maré quente
em cada tu de ti intervalo cada mim no ti-mim de mais este dia
e quando o dorso das águas da maré cheia se retesar
na chegada triunfal do prazer de limo túrgido
aqui nos encontrarão virgulados docemente pelos cílios dos sonhos
no colo da carícia na carícia infinita dos estames deste sonho
amando o sempre espantoso acto de nos recordarmos nos búzios da vida

Nunca as manhãs deixaram de amar o sol
só porque lhes roubámos mais uma vez o leito deste beijo

1 Comments:

  • At segunda-feira, outubro 16, 2006 6:30:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Meu Poeta,Meu Amante,

    Já me fartei
    destes mesmos
    vocábulos destes versos
    repetidos
    e sonhados.
    Me fartei
    deste canto
    desesperado
    buscando uma liberdade
    que não vem.
    Nada mais conforta
    esta minha inquietação...
    chega de mágoas!
    chega de tréguas!
    não mais o tédio
    vindo desta minha
    igenuidade utópica
    ou dessa sacanagem ideológica.
    Agora
    somente o aprofundamento
    a prática
    a vida
    o simples
    o testemunho sem discurso
    o tête-a-tête
    o dia-a-dia.
    Agora
    somente a poesia
    pura, limpa e cristalina
    a poesia amada
    querida e apaixonada...

    ...a poesia que incendeia
    o leito desse beijo.
    ...a poesia onde deito
    meus desejos incontidos
    sem vírgulas,ou pontos,
    sem reticências,sem interrogações
    ...a poesia das tuas mãos, puras carícias, sedução, êxtase
    ...as manhãs já serão outras, o sol lhes faz amor - Todos os dias!

     

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