Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

terça-feira, outubro 03, 2006

Os pontos

O primeiro ser que criou uma linha recta entre dois pontos
esqueceu-se, ser perverso que era, de perguntar à recta
o que ela pensava de semelhante clausura
Neste modesto canto dos versos pensei em criar mais dois pontos
pensei mesmo em criar milhares de pontos
mas depois senti, estúpido e perverso que também sou,
que apenas iria ampliar a prisão da pobre linha recta.

Queres tu, princesa deste poema,
libertar a recta dos pontos que também te tolhem
e tolhendo-te me dão o destino fatal dos pontos?

1 Comments:

  • At quarta-feira, outubro 04, 2006 12:55:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Meu Amado Poeta,

    linha reta que se fez mais pura
    traçou-me com tamanha ternura
    tamanha doçura...
    quanto perverso fostes
    ao afirmar ser clausura
    os pontos ...as linhas...
    norteadoras...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
    ...Adoro-te....meu criador!
    ...tua criação nada suplica...nada mais interroga...não mais te segura
    És meu deus...bem sabes
    e fielmente cumpro o que aqui me pedes...ou ordenas?
    Segues homem de mim...
    me calo e choro!

     

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