Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, novembro 05, 2006

Eu te útero futuro

Sabes que no rigor do sol mais implacável
germina a sombra vasta na qual nos deitamos?
Sabes que quando o cacimbo dorme com as noites
a alma da última fogueira se-te acende por inteiro?
Sabes que em cada artéria, cada veio, cada sulco da vida
ritma o êmbolo subversivo deste procurar-te sem fronteiras?
Sabes que nas alamedas por onde rolam os desejos incontidos
cada palmo das minhas palavras guarda o jeito de seres sendo-me?

Vê como neste sonho eu te útero futuro
no preciso momento em que o poema te afaga

1 Comments:

  • At segunda-feira, novembro 06, 2006 5:59:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Homem...Poeta de mim,

    È tolice esconder-me...
    agora mesmo passei diante dos olhos do imediato...não faz tanto tempo...ousei entrar numa senda...
    retirando de lá o material com que escrevo, com que escrevi até agora.
    Um sentimento, para o qual não tenho palavras...tomou conta de minha alma...
    uma sensação que foge a qualquer análise...
    que as lições do passado não servem
    para explicar...
    e para a qual temo que o próprio futuro não ofereça nenhuma chave.
    Para um espírito como o meu...
    este último pensamento é um suplício.
    Não devo nunca - sei que nunca deverei- contentar-me quanto a natureza de minhas idéias.
    No entanto, não é de estranhar
    que essas idéias sejam indefinidas,
    visto que brotam...germinam...
    de fontes inteiramentes novas.
    Re-amando-te...um novo sentimento, uma nova entidade incorporou-se à
    minha alma.
    De tempos em tempos...te darei sequência...enquanto senti teu poema afagando-me...
    Qostaria de transmitir ao mundo este meu amor por te...
    na impossibilidade...no último momento...lançarei ao mar...meus escritos numa garrafa...
    de certo amante meu...irá deslizando...para este útero... do futuro...que me és.
    Adoro-te!...

     

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