Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, dezembro 17, 2006

As coxas da madrugada

Implacável
perseguidor
com a precisão das facas
inquiridor sem mácula
polícia sem fronteiras
impoluto na busca
fita métrica do rigor
ele quis saber
o que eu fazia
àquela hora
naquele frémito
naquele limiar de mim
naquele exacto ti

E eu pobre pecador
que apenas beijava
as coxas da madrugada
no gesto indiscreto
das causas sem limites

4 Comments:

  • At domingo, dezembro 17, 2006 2:29:00 da manhã, Blogger Aut said…

    Que nada, nem 'ele', nos tolha chegar sempre a este limiar de cada um de nós, onde deixamos de ser nós mesmos para sermos o ser tão amado.
    Que sejam eternos os beijos às madrugadas.

     
  • At domingo, dezembro 17, 2006 12:06:00 da tarde, Anonymous Gabi Ninck said…

    Homem,

    Ligando minhas antenas
    me deparei no instante
    sublime instante
    áquela hora exata
    em que ti
    beijava as coxas de mim
    despertou-me com indiscrição
    típica dos amantes
    das noites e madrugadas
    em delírio...tambem eu pequei
    neste canto,neste quanto
    neste frêmito sem fim
    nos gemidos e ânseios
    desejos contidos...incontidos em ti
    delícias trocadas,desejos revelados
    das causas sem limites
    poeta,profeta,amante de mim
    despertou-me para o tempo
    despertou-me para ti
    fez-me mulher
    nesta madrugada lua
    sem mácula sou-te nua-tua
    sem limites ou amarras
    neste tempo que somos nós!
    Vem novamente...minha causa ilimitada
    beija o convite
    Vem,vamos,somos...
    a faca que corta,descarta
    a precisão do tempo
    as convenções dos tolos
    as razões dos dias iguais

    ouço passos no jardim
    sinto tua chegada
    aqui deixo um beijo
    e corro para beijar-te
    amar-te
    no agora deste hoje

     
  • At domingo, dezembro 17, 2006 9:16:00 da tarde, Anonymous Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    Sempre foi assim
    Um perseguidor dos amantes
    Se achava protector da madrugada e dos sonhos.
    Nada mais era do que um nada pouco amado
    Questionava no rigor,
    Impunha na sua ausência
    Que sabia ele de ti?
    Por mais que buscasse, não achava
    Não descobria que naquele momento
    Tu te eras na madrugada...
    Te eras deus,
    Te eras noite
    Enquanto lhe fazias dia
    Doando beijos infinitos de paixão.

    Sem medo lhe respondeste
    Não em silencio culpado,
    Não em pedaços de razão
    Respondeste em paixão
    Em gestos que só a tua amante
    A doce madrugada entendeu
    Cúmplice...
    Respondeste que apenas beijavas
    Beijavas sentimentos transpirados
    Sentimentos a muito perdidos
    Entregavas-te nas coxas da madrugada
    Com entrega e certeza
    Sabias que naquele gesto sem limites
    Naquele momento de loucura
    Serias mais lúcido do que a razão
    Sabias que a madrugada sempre pertenceu...
    Ao poeta.

     
  • At domingo, dezembro 17, 2006 9:38:00 da tarde, Anonymous Sergio B.Campos said…

    Belo,muito belo este poema da leitora Gabi.Deus meu! parece até que nossa Julia tornou-se fênix.Poema forte e intenso, criativo e de uma eroticidade pura e doce.Parabéns poeta, por ter conquistado uma admiradora quase à altura da nossa inesquecível poetisa maior.

     

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