Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Entre almas que se almam

Quando a noite se destapar
afastando para o céu
o lençol das estrelas fluviais
deixando desnuda
a turgidez ávida dos seios

Quando o cacimbo chegar
despindo-se do Zambeze
mas dele guardando
a extensão calma e infinita
dos falos ardentes

Lereis então
ó povos do sonho
ó espíritos do amplexo
que uma vez mais
eles contarão aos pirililampos
(deuses sempre discretos)

nos rins húmidos do capim
na savana deste poema

a crónica espantosa
do acende-apaga-acende
deste amor que sabeis eterno
entre almas que se almam

2 Comments:

  • At quinta-feira, dezembro 21, 2006 8:57:00 da tarde, Anonymous Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    É nesta noite em que o céu se destapa
    e num breve gesto sensual deixa descair
    o delicado lençol das estrelas fluviais,
    aquelas que não só destapam seus seios
    e a tatuagem do cacimbo no seu ventre
    mas, onde se destapa também a sua alma noturna...

    A noite despida e tatuada
    se mostra delicada e preparada
    recebendo em si, mais uma vez o cacimbo
    que na selvageria do Zambeze enchente
    se faz presente lembrando a última noite...
    Aquela que foi amada e tatuada.

    Como deusa do mundo dos sonhos
    a noite pressente essa chegada no arrepio
    dos mamilos desnudos e da pele delicada
    que num breve sussurro se sossega
    para cumplicidades trocar com seu povo...
    pirilampos-deuses discretos e cúmplices
    Que se escondem na savana deste poema.

    Nesse encontro,
    da noite com o cacimbo
    o silêncio reinara na terra dos sonhos,
    fazendo-se sentir apenas os gemidos
    dos falos ardentes adentrando freneticamente
    Na alma da noite...

     
  • At sexta-feira, dezembro 22, 2006 4:01:00 da manhã, Blogger Aut said…

    Que amor! Amor cujo rebento é a vida, parido no seu 'acende-apaga-acende', amor que é sopro imortal de vida nas almas das quais brota...

     

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