Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, dezembro 03, 2006

Ir-se sem ir

À vida chegou como quis
sonho subversão savana
a pureza dos actos sem fronteiras
a frontalidade dos gestos sem cabresto

A cada açaimo opôs a alma das lonjuras
a cada rotina o passo estugado das emoções
a cada calendário a proa das madrugadas
a cada porta a liberdade das rolas

Quando o destino a chamou
(rio amargurado com as margens que o comprimem)
no dia em que tinha inventado o futuro
e com as mãos podara a frescura do cacimbo
ela limitou-se a fazer o que sempre fez
ir-se sem ir
abraçada ao cume de mais um dia
sorrindo nos lábios de mais um sonho

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