Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Neste instante

Faço das estrelas missangas
com que visto esse teu jeito secreto de seres
Faço das mãos rios que deixo escorrer entre os teus sonhos
quando damos às albas o destino dos amores sem fim
Faço do orvalho os lábios húmidos
que em ti colo quando te deitas nos meus sentidos
Faço das coisas belas da vida o escopro
com que te burilo final e inteira neste instante

Habito as veias da memória que te roubei
e enxerto na saudade a tua última carícia

5 Comments:

  • At quinta-feira, dezembro 07, 2006 9:40:00 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Não vejo as estrelas
    Apenas missangas perdidas no céu escuro
    No céu vestido de negro se comparando ao meu jeito
    Ele revela os segredos existentes no meu misterioso jeito de ser
    Tuas mãos...rios,
    Percorrem meu ser, correndo, correndo
    Transformam meus sonhos...agora sentimentos perdidos
    Dos amores perdidos apenas um restou...
    Tu poeta
    Que fazes dos meus lábios húmidos
    Orvalho
    Que se mistura ao prazer quando neles tocas
    Quando me entrego perdida
    Nos teus sentidos,
    Nas coisas que teu escopro esculpiu
    Igual artesão de palavras
    Que em mim burilas
    Finalmente
    Inteira
    Tornando este instante
    Único
    Nosso
    Sem licença agora habitas em mim
    Sem licença corres nas minhas veias
    Com caricias me fazes esquecer
    A minha saudade...
    Que agora é tua.

     
  • At quinta-feira, dezembro 07, 2006 10:09:00 da tarde, Anonymous Diva said…

    Instantes...tao pequenos e tao preciosos, as vezes nao os damos devido valor e eles deixam de ser instantes...passam a ser memorias. Bjs meus

     
  • At sábado, dezembro 09, 2006 8:36:00 da tarde, Anonymous Sergio B.Campos said…

    É por demais triste não mais ler os poemas de amor que a Julia aqui deixava.Tomaram sua identidade...quem estava acostumado a sua maneira única de escrever o amor, de certo saberá que esta anônima que agora escreve não é ela.Todos os dias tento ler nos céus seus poemas, e leio, e sinto, e lamento que apenas a noite possa ver, pois ela escreve com as poeiras das estrelas.

     
  • At domingo, dezembro 10, 2006 8:39:00 da tarde, Anonymous Vertigem said…

    Exmo Sergio,
    Como tu também eu sinto falta dos poemas da Júlia e de modo algum me quis fazer passar por ela, apenas achei que o lugar dos sonhos estava triste e sombrio, permiti-me então fazer algo que me deu imenso prazer e que sem querer substituir ninguém, torne a fazer renascer a beleza deste lugar. Não tenho nenhuma certeza se o conseguirei e nem se o seu dono assim o permitira, mas de qualquer modo aqui pretendo estar todas as vezes que me der vontade e todas as vezes que a minha humilde alma precisar de sonhar.

    P.S. Desculpe a minha falta de educação... Meu nome é Vertigem. Muito prazer!

     
  • At terça-feira, dezembro 12, 2006 4:58:00 da manhã, Anonymous Sergio B.Campos said…

    Srta.Vertigem,
    Perdoe-me se em meus lamentos ofendi vossa pessoa, creia-me, não foi essa minha intenção;Mas confesso-te que ao ler seu poema sem assinatura,senti uma enorme dor.Pareceu-me a princípio, ser nossa poetisa maior,digo isso por mim.Não faço julgamentos se voce ou ela escreve melhor, não vamos entrar nesse mérito.Era um deleite para meus sentidos ler os poemas da nossa Julia.Porque não assinou seu nome?Preencha esse espaço sim, és livre, e o poeta certamente ficará feliz.Seja feliz voce tambem.Muito prazer tambem,e meu nome é Sergio.

     

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