Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, dezembro 31, 2006

No ventre doce da vagem



Este o derradeiro poema 2006
A todas e todos os que me leram, aqui fica o preito-vagem da minha alma


Sempre me interroguei
sobre os secretos caminhos
do tamarindo
sobre a polpa acre-doce
sobre a vagem inútil

Sempre me perguntei
das razões que levaram
os deuses
a fazerem-nos
dele comer apenas
a polpa e não a vagem

Só ontem vê tu
quando extraía a noite
da cápsula da surpresa
me dei conta
de que a polpa mais não é
do que a cortina misteriosa
do coração da vagem

Por isso a polpa é acre-doce
acre se a tomarmos em si
doce se a tomarmos em ti
na ventre doce da vagem

2 Comments:

  • At terça-feira, janeiro 02, 2007 4:38:00 da manhã, Anonymous Gabi Ninck said…

    Homem meu,

    No ventre em que te me tomas
    Tamarindo...
    acre-doce em tua boca
    estou,Sou
    Tamarindo...
    pega minha vagem virgem
    debulha devagar
    deixa escorrer
    por entre teus dedos
    o sumo desta polpa
    deste querer
    Tamarindo...
    teus braços, teus braços
    ai!...ai!...ai!
    descortinas corpo meu
    em doses doces...vivaz!
    em doses acres...veraz!
    sentimento sentido
    saliva vida
    umedece-me entorpecida
    Oh!homem...
    alimenta-te de mim
    veza-me sem fim
    Tamarindo...
    fruto dos deuses
    em bandeja de barro cozido
    deito-me nua
    ofereço-te
    toda a polpa sumarenta
    Feita de Mim!

     
  • At quinta-feira, janeiro 11, 2007 9:28:00 da tarde, Anonymous marialuizachinaglia said…

    estou agora a me encontrar em ti!

     

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