Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Assim te gaivoto

Algum dia viste uma gaivota
beber água no Índico?

Não, não viste nunca!
Explico-te: ela não bebe
como pensas
não bebe bebendo
mas simplesmente afaga
roça amando a água para a sorver
docemente em momentos sucessivos
com a beleza fantástica com que
uma folha beija o ar que a ama

Assim te faço
em permanência
assim te gaivoto

4 Comments:

  • At quinta-feira, janeiro 18, 2007 8:03:00 da tarde, Anonymous Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    A gaivota dos sonhos
    roça a água saboreando
    os momentos sucessivos
    do que passou...
    do que vira...
    não consegue beijar a água...
    não consegue amar o vôo...
    se entrega fingindo roçar o indico
    porque apenas em mim ela pousa!

    Não vi nunca a gaivota beber água do indico
    porque é em mim que ela mata a sede
    em mim ela se sacia sem querer se saciar
    em meus lábios ela adoça o bico
    que mais tarde...na saudade beija o ar que a ama.

    Impossível gaivotar o índico.
    Impossível gaivotar o ar.

    Gaivota-me apenas
    na possibilidade da permanência
    de me ser gaivotando.

    Quanto a mim, me perguntas poeta? Eu penas me deixo ser indico em ti quando me gaivotas.

     
  • At sexta-feira, janeiro 19, 2007 9:36:00 da manhã, Anonymous Gabi Ninck said…

    Homem Meu,

    Com a mesma permanência
    em que gaivotas o amor
    tambem eu gaivoto
    oceanos invisíveis
    das coisas infinitas
    de tantas cores
    e informações preenchidas
    impossível, impossível
    mísera visão Humana - Tal vislumbramento!
    Só mesmo eu
    fruto do Caleidoscópio
    Sei do que vejo
    Sei do que sinto
    Sei do que Sei
    Qualquer coisa Bandida
    Encontrada...Perdida
    em labirintos do tempo
    Vento? Folha? Ar? Mar? Amar?
    Quem disse isto? Nada sei disto
    ou esqueci?
    Estou além - das coisas coisadas
    Estou aquém - dos que pensam que sabem...
    E, neste Estado
    neste oceano abaixo e sem fim
    armazeno idéias
    feito estopim
    Bummmmmmmmmmmmmmmmmmmm!!!!!!!
    Universo do comum?
    FIM!

    (Quando sentires um bico bicando as bolhas que inflam teu coração,tua razão,tua vaidade... tens cuidado ó humano,poderá ser este, o elemento...nada, nada)
    (O veneno destilado por uma víbora,um escorpião... torna-se um elixir dos Deuses quando oferecido em pequenas doses, àqueles que se permitem o engôdo!)
    (O veneno expelido por uma mente/ corpo idêntico, é-feito bumerangue, letal quem primeiro lança...quem lançou?)

     
  • At sábado, janeiro 20, 2007 10:33:00 da tarde, Blogger Diva said…

    Gaivotemos todas!!!
    Bjs meus

     
  • At quarta-feira, janeiro 24, 2007 2:05:00 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Poeta,
    quando a vertigem subir na cabeca da gabi e der a maluca nas duas, vamos ter arranhoes e sangue nos versos?

     

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