Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, janeiro 28, 2007

Canavial da memória

Pelo canavial da memória
pés cocegando a areia doce
na margem deste rio que aqui crio
estendo as mãos
carícias na palma dos sentidos

E lá longe faço-te perto
no molde fluvial deste sonho
no exacto momento
em que o último pato levanta voo
casando com a vertigem do horizonte
à garupa dos desejos sem freio
neste belo fim de tarde

3 Comments:

  • At domingo, janeiro 28, 2007 7:59:00 da tarde, Anonymous Gabi Ninck said…

    Homem, Homem Meu

    Areia branca à margem do rio
    recebe teus carinhos, tuas carícias
    e, brincando contigo
    no instante que leva tuas mãos até mim
    puxa-te de uma só vez
    para a doçura dos meus grãos finíssimos
    onde deitas macio
    sem que nada em absoluto
    arranhe-te o corpo...os sentidos
    e sorrimos,e brincamos, e rolamos
    feito crianças à margem deste rio

    Os ecos desta tarde
    fizeram amantes adormecidos despertar em vertigens
    patos em letargia...vôo levantar
    prenunciando o desejo, a vontade louca
    já crescente em dois
    elos que já são um

    Ai! Homem, Homem
    guarda-me em tua memória
    em teus dias,tuas noites
    leva-me contigo
    onde quer que te encontres
    neste longe, neste perto
    no incerto das coisas certas
    Verás...sentirás
    o quanto valeu a pena

    Guardo-te!
    Desejo-te!
    Quero-te!
    Espero-te...

    Em todo belo
    Eterno Fim de Tarde

     
  • At segunda-feira, janeiro 29, 2007 10:38:00 da tarde, Anonymous Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    Neste fim de noite
    me deixo namorar ao luar,
    hábito insano de ser boémia...
    De me deixar amar pela lua
    e pelas estrelas que habitam
    o desejo que a areia doce
    não consegue alcançar.

    Me sinto perto
    tão perto...
    que tuas palavras
    me acariciam a alma
    amanhecendo sentidos
    que só tu tornas dia.

    Te quero perto
    tão perto...
    que no bordado deste sonho
    me deixo ser momento de pouso,
    aquele em que apenas tu
    encontras o molde perdido.

    Me caso com o horizonte
    cavalgando desejos que apenas
    o cacimbo sabe encontrar na
    Madrugada-Eu.

     
  • At sexta-feira, fevereiro 09, 2007 6:47:00 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    É?

     

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