Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sábado, janeiro 06, 2007

Chegou a idade da maçanica

Ó gentes das terras livres
à garupa dos dias adolescentes
ó alvéolos dos cais do amor
eis a boa nova que vos trago
chegou a idade da maçanica

As árvores dela estão cheias
lá na Tete amante do Zambeze
maçanica linda sim
mas maçanica-jano também

Fixai ó gentes do prazer
se a comerdes verde cegareis
se a comerdes madura amareis

Esse enfim um segredo banal
o segredo das mulheres que amamos
nos cegam se somos apressados
nos amam se sabemos esperar

5 Comments:

  • At sábado, janeiro 06, 2007 9:16:00 da tarde, Blogger Meus olhos falam mais que qualquer palavras. said…

    Estou perdida neste blog, sou nova no assunto. Mas me interessei pelo seu,pelas belas palavras. Muito joia.

     
  • At domingo, janeiro 07, 2007 3:36:00 da manhã, Anonymous Gabi Ninck said…

    Ó Homem Meu,

    Dos dias adolescentes
    tão bem conheceis
    as delícias dos segredos
    desta terra onde estamos
    somos idade maçanica
    na inconstância do tempo preciso

    Nesta estação hoje
    quando em mim sorveu
    a célula doce
    fez-me mulher
    em cais de amor infindo

    Jano sempre atento
    tudo sabia
    que ainda verde assim te queria
    te chamaria, te amaria...
    acarinhou-me mansamente
    em gesto de reverência
    revelou-me segredos sábios
    ele sabia, tudo sabia
    que eu ainda verde nada sabia
    só mesmo te queria
    pelos rompantes da minha meninice
    afoita
    sem malícia cegar-te ao certo

    E, tu vinhas, vinhas, veio
    para mim ainda verde
    e tocou-me com leveza
    na consistência destas tuas minhas
    mãos
    frágil e forte
    estremeci presa ao galho onde me prendia
    tentei recuar,mas como podia?
    De tudo já então sabia
    nenhum mal te pretendia
    mas...a razão me fugiu fugaz
    clamei aos deuses
    e me deixei tocar por ti
    arrancou-me...
    segurou-me na palma da tua mão direita
    o calor do teu corpo quente
    amadureceu-me no exato instante
    em que tua boca
    sorveu todo meu fruto doce
    espasmos de nós dois
    ecoaram em sussurros
    em juras e gozos
    em delícias e carícias

    Enquanto Jano Guardião invisível
    tudo assistiu e assim permitiu

    (Na ânsia do querer-te agora,não me deixei amadurecer no tempo anunciado;Tendo os deuses ao meu lado qual natureza me faria esperar-te em dias certos?)

     
  • At domingo, janeiro 07, 2007 8:20:00 da manhã, Blogger Esfinge said…

    Poeta diferente de poesia diferente meus parabéns!
    Uma moçambicana.

     
  • At domingo, janeiro 07, 2007 8:30:00 da tarde, Blogger Diva said…

    Sem comentarios...Bjs meus...

     
  • At segunda-feira, janeiro 08, 2007 3:02:00 da tarde, Anonymous Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    Somente a pergunta:
    E do homem que amo o que espero?
    A cumplicidade do segredo
    que como mulher amo
    sem cegueira no olhar?
    Ou a espera do que já veio e do que virá sem avisar?

    Não sei se perfiro estar cega ou se prefiro amar...

    Sei apenas que
    no risco do prazer
    te tenho sem verdade
    pois na idade da maçanica
    esta a idade do amor
    ...sem idade...sem limites...

     

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