Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sábado, janeiro 06, 2007

Dias pulmonares

Há dias assim
dias vitais
dias pulmonares
dias oxigénio

Aliás devo confessar-te
que os meus dias
são sempre pulmonares
o mecanismo é simples
inspiro-te longamente
pulmono-te
de sangue venoso
passas a sangue arterial
imenso
doce
profundo
espesso
irremediável
és-me a irrigação total
sem obstáculos
sem vincos

A única coisa de singular
(porque célula de ti)
disto tudo
é que apenas te inspiro

A expiração não entrou
na minha biologia afectiva
quando os deuses
me expiraram um dia
para que te pulmonasse
com as narinas deste poema

1 Comments:

  • At domingo, janeiro 07, 2007 6:37:00 da manhã, Anonymous Gabi Ninck said…

    Homem,Homem meu

    Se teus dias
    são sempre pulmonares
    inspirando-me sem expirar-me
    sendo-te sangue arterial-sempre
    devo tambem confessar-te
    querido Homem querido
    dependo tanto
    destes teus pulmões...
    Simbiose perfeita
    pois ti, só ti
    teus pulmões
    oxigenam minhas artérias
    (caminho teu)
    inundando meu coração
    de energia vital
    renovando minhas células
    dando-me vida!
    (amor teu)
    Eis o mecanismo da minha existência

    Devo tambem confessar-te
    meu outro mecanismo substancial:
    Quando minha noite
    beija o teu dia
    catalisador de um sentimento crescente
    transmutando-me por completo
    em corpúsculo todo
    feito de ti
    e, de tudo que em mim reside
    és o absoluto
    absurdamente resoluto
    senhor deste meu viver ser
    pulmões,coração,artérias,moléculas,células
    dos meus dias,minhas noites
    minha vida
    Enfim...
    quando os deuses
    mim criaram e me fizeram elo
    neste sempre
    que ti és

    (Adoro-te!)

     

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