Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Este trânsito para ti

Sou fluido sem portos
rio sem margens
lava sem diques
elástico sem repouso
fisga sem retrocesso

Sou o suicídio do fixo
o sulco indelével do movimento
o skate inexorável da vida

E se nunca nada fui
nem serei em-mim
é porque apenas posso ser
este trânsito para ti

2 Comments:

  • At quarta-feira, janeiro 03, 2007 1:15:00 da manhã, Blogger Aut said…

    Eterno é o espanto dos que descobrem que são por e para quem amam...

     
  • At quarta-feira, janeiro 03, 2007 3:34:00 da manhã, Anonymous Gabi Ninck said…

    Homem meu,

    Neste tudo que te és
    Somos
    o suicídio do fixo
    sufixo de orações
    náuseas do mesmo acontecer
    não queremos...nada constante
    nosso sempre será instante
    recosto-me, deito-me, espero-te
    em sulcos que te fizestes
    em dias desiguais
    quando...
    em cada vinda tua - Savana
    esteira do amor fazer
    Vento que vai
    Vento que vem
    Ventre meu
    cadência - indeléveis movimentos teus e meus
    dança genuína
    dos amantes em entrega
    inexorável no ato
    quero-te assim
    vida de mim
    dançando, trânsitando
    sobre curvas, montes, vales de mim
    Sou...
    tua febre, tua ânsia, teu desejo
    És...
    este tudo que me sempre foi
    em cada ponto onde chegastes
    em cada êxtase de delirios
    nesta margem que te sou
    vem, homem-rio
    agora saciado
    descança em mim, adormeçe
    não esqueçe
    inda existe o amanhã
    manhã-dia,manhã-tarde,manhã-noite
    inda és o trânsito
    delicioso louco trânsito
    que me leva e alucina
    me faz mulher
    me faz menina

     

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