Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

A estrofe final

Nenhuma página será livre
enquanto uma capa a comprimir
Nenhum rio será livre
enquanto as margens o dominarem
Nenhuma gota de água será livre
enquanto um cano a maltratar


Nenhum futuro será livre
sob o chicote de um passado
Nenhuma árvore será livre
no anonimato da floresta
Nenhum palavra será livre
na gaiola de um escrita

Mas savana onde ancoro os meus sentidos
vê tu esta estranha e final contradição
nenhum dos meus versos será livre
se em ti não encontrar a estrofe final

3 Comments:

  • At quinta-feira, janeiro 11, 2007 9:25:00 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Agora encontrei o caminho da liberdade!

     
  • At quinta-feira, janeiro 11, 2007 9:27:00 da tarde, Anonymous Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    Para que serve a liberdade
    se sem ti não poder viver?
    Para que preciso eu da estrofe final
    se em ti sou apenas
    começo?
    Na savana onde me encontras
    não se percebem contradições,
    pois na razão de ti e de mim
    não existe prisão...
    Liberdade para teus versos!
    Pois a eles somente amo
    se em liberdade estiverem...
    Para em liberdade
    formarem a estrofe final
    do que como disse antes
    em nós será apenas
    o começar do poema...

     
  • At sexta-feira, janeiro 12, 2007 3:54:00 da manhã, Anonymous Gabi Ninck said…

    Homem,Homem Meu!

    Ouve lá minha resposta:

    Liberdade prá que te quero
    se tenho meu Homem,Amante
    comprimindo-me a cada instante?
    Faz-me prisioneira...
    sem fronteira...ser de mim
    horizonta-me no aqui mesmo
    meu sempre será sim

    Sendo-te gota
    Vem, vem prá mim
    margem dominante
    maltrata-me em amplexos
    beijos,ardores noturnos
    humedece-me de ti
    ama-me sem fim

    Chicotes do passado?
    Vertigem de outrora?
    Não os vejo
    estão, onde é preciso estar
    Apenas sinto o futuro-presente
    lado a lado
    neste eu que te sou
    neste tu que me és

    Embondeiro descoberto
    vê ao longe, ao perto
    o aqui,o agora
    não, não te espantes
    não sou miragem, ou imagem
    Sou eu - Savana...
    que recebe tua seiva, tua sombra
    tua força, teus desejos...
    Nos corrimões da madeira
    deste tronco teu
    escorrego-me devagar
    deixo-me levar
    pelo verniz - sumo da tua raiz
    deslizo...
    já dentro de ti
    nas palavras que te faço
    ou mesmo em que nada faço
    dos desejos revelados
    nada deixo guardado
    gostas assim?
    Sei que sim

    Nas contradições dos teus versos
    vejo verdades absolutas
    pois tu, Homem Meu
    não mais és singular
    Somos
    O encontro louco
    que não nasceu em sonhos
    libertos de pontos, vírgulas
    estrofes...
    Somos - A travessão
    a transubstanciação
    do tudo e do nada
    Sou
    Somos
    Seremos
    versos livres
    poemas preenchido no momento
    escritos soltos no tempo
    presos, algemados, amarrados
    numa vontade, num querer
    eterno retôrno
    sem mesmo saber
    o que é ser - ter fim!

    (oito ponto treze...estrofe sempre inaugural!)

     

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