Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sábado, fevereiro 24, 2007

As margens

Esgueiro-me entre os teus sentidos
no preciso momento em que ao rio
outorgo as margens pelas quais
docemente te comprimo
com a esquerda tatuando-te a alma
com a direita inundando-te o corpo

(Nenhum rio perdeu a tua memória)

6 Comments:

  • At sábado, fevereiro 24, 2007 6:47:00 da tarde, Anonymous SEU "ANJO" said…

    Ergo-me no presente momento em que sinto-me tatuada pelos seus inundantes desejos,docemente pego-te as mãos e as levo ao paraíso que és meu corpo,meu calor,e minha imensa vontade de ser completamente sua.

     
  • At sábado, fevereiro 24, 2007 6:47:00 da tarde, Anonymous SEU "ANJO" said…

    Ergo-me no presente momento em que sinto-me tatuada pelos seus inundantes desejos,docemente pego-te as mãos e as levo ao paraíso que és meu corpo,meu calor,e minha imensa vontade de ser completamente sua.

     
  • At domingo, fevereiro 25, 2007 7:26:00 da tarde, Anonymous Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    É nos meus sentidos
    nos instantes que rio me és
    que me desnudo sendo margem dividida
    e me multiplico e em milhoes de quereres
    Só para tua ser em momentos de orvalho matinal.

    Orvalho matinal
    nascente e poente de rio
    me deixo cumprimir tatuada na alma
    com cores de rubro e negro de paixão
    tons de apenas uma alma minha
    entre tantas que me tomas no branco
    da pureza que não me pertence.

    Dessa pureza perdida
    se preenche a direita de quem sou
    e com o corpo inundado de ti
    apenas o extase é meu e teu.

    Nosso extase
    esse doce encanto
    que em nós não encontra
    margens
    Pois margens de mim
    Apenas em ti encontra o pranto.

    (Nenhum rio se torna caudaloso o suficiente para conseguir esquecer a vertigem em que se perde enquanto desagua)

     
  • At domingo, fevereiro 25, 2007 9:05:00 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    poeta,
    pode o poema falar de amor ao mesmo tempo que comprime as margens onde em turbilhao os sentidos se espraiam?
    A violencia de que falava Brecht forca-nos a alargar as margens.

     
  • At domingo, fevereiro 25, 2007 11:17:00 da tarde, Anonymous Gabi NinckI said…

    Homem,Homem Sonho,Homem Amor

    Não te entristeças
    se neste presente nosso
    impossibilidades...:

    Em nada te falar amor
    Em nada te cantar canções
    Em nada te sentir Homem-Rio
    involuntariedades...:

    O momento hoje
    faz-me estrela
    estrela de um só raio
    onde a escuridão vida
    precisa desta intensa luz
    para novamente acordar
    um presente já passado
    que luta e sofre e ama
    a mesma luz que lhe fechou
    as margens dos sentidos
    ...preso está no tempo antes
    ao instante agora

    Deus está no céu
    Eu...beirando o inferno
    das luzes estelares
    tatuada na couraça
    deste meu corpo dourado
    o falso brilho que não sou
    Das coisas não sentidas
    submetida estou...

    (Em minha memória reside o rio,o rio que navego indo... e liberto-me das coisas coisadas)

     
  • At segunda-feira, fevereiro 26, 2007 3:20:00 da tarde, Blogger Diva said…

    Sabes porque o rio nunca perdeu a memoria de mim? Porque ele nunca me teve na memoria, guardava-me apenas na pele que desagua no mar do esquecimento...ou de outras lembrancas sem memoria.
    Bjs meus

     

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