Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

o futuro que inventei hoje

Sabes mulher do horizonte
cada um de nós tem rigorosamente
apenas duas coisas
o que fomos no futuro
o que seremos no passado
(o presente é apenas uma vírgula)

Mas acontece mulher do horizonte
que este poema inaugura
não o futuro que foi passado
não o passado que foi futuro
menos ainda o presente que esqueci
mas rigorosamente
o futuro que inventei hoje
no sulco deixado pela memória

2 Comments:

  • At segunda-feira, fevereiro 12, 2007 7:51:00 da tarde, Anonymous Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    Sabes Homem do Zambeze
    Nenhum de nós dois tem o que
    a vida chama de passado vivido
    e futuro a ser erguido pois,
    esse presente que nos virgula
    nada mais é o que o agora que
    juntos acreditamos ser o brilho
    que nos rompe a alma neste
    momento que juntos escrevemos.

    Mas acontece Homem do Zambeze
    que nunca aprendi a escrever poemas,
    mas neste juntar de palavras abrimos
    o doce caminho de pétalas
    em que o passado não se deixa ir
    e o futuro teima em acontecer
    mesmo antes do presente adormecer
    neste futuro que tu inventaste para nós.

     
  • At terça-feira, fevereiro 13, 2007 6:12:00 da manhã, Anonymous Gabi Ninck said…

    Homem, Amante meu

    Nada inventastes hoje
    pensa, pensa-me apenas
    como eu assim te penso
    tão bem sabes que em nós
    não existe tempo preciso
    ou elos melosos
    coisinhas chinfrim
    estas juras de amor etermo
    estas juras de amor sem fim

    Somos
    o desejo caindo em póros
    lubrificando os instintos
    todos feitos de ais
    tremores e mais ais
    caricias e mais ais
    Ai são tantos ais

    Somos
    a razão das vontades
    reveladas em palavras
    reveladas no efêmero
    sentir que já então sabemos
    do gozo elétrico
    à demência do beijo terno
    assim é o inferno
    turbilhão de paixão mordaz

    Somos
    a transgressão das coisas iguais
    banais banais normais normais
    solto-te num tempo impreciso
    sem mesmo importar-me
    teu choro ou lamento
    assim tambem o farás
    bem sei
    somos iguais somos iguais

    Somos
    feito o cais do horizonte
    sem certeza ou espera
    sem licença ou reticências
    virgulas não nos seremos
    nem mesmo sabemos
    onde está a virgula

    Somos
    o espanto do encontro
    o elo com anelo
    a espontaneidade do instante
    quando
    tu dizes Adorar-me
    em tórridos diálogos presos
    onde
    verdadeiramente respondo-te
    tambem eu
    Adoro-te

     

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