Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

quarta-feira, março 14, 2007

fiozinhos das teias de aranha


algum dia reparaste como é triste
o destino daqueles fiozinhos das teias de aranha
que o vento arranca despudoradamente
e que depois baloiçam, trôpegos e incertos,
ao sabor do espantoso anonimato dos acasos?

cada vez que um desses fios tombar
podes crer que é nosso amor que tomba.

4 Comments:

  • At quarta-feira, março 14, 2007 10:28:00 da tarde, Anonymous Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    Triste sim...
    Porque vagueiam sem rumo
    pelo acaso do que nem o acaso conhece.
    Triste sim...
    Porque na zonzeira do que viveram
    pedem alforria para que em breve
    sigam seus caminhos não como presas indefesas
    mas como memórias que teimam em não lembrar
    o esquecimento a muito esquecido.

    Triste sim...
    Assistir em câmara lenta
    o tombar de cada fio sedoso,
    esculpido na beleza
    da teia desfeita...impotente
    mas orgulhosa que só ela!

    Triste sim...
    Saber que apesar do passado certo
    e do futuro incerto e desvalido
    a história já foi escrita
    na teia de Carlota.

    Triste sim...
    Saber que com leves pinceladas
    não se apagam beijos na boca
    e nem loucuras consumadas
    em camas transpiradas de suores misturados.

    Creio na morte certa e no futuro incerto, apenas. A cada fio sedoso que tombar é teu corpo que se deita recebendo o meu em confissão e perdão.
    (como pode tão leve brisa tombar nosso destino traçado pelos espíritos de um Deus maior?)

     
  • At quinta-feira, março 15, 2007 3:35:00 da manhã, Anonymous Sinceridade said…

    "Que as ondas do mar não nos separem agora.E que seja sempre assim,posto que o amor não conhece a sua profundidade até a hora da separação."
    Khalil Gibran

     
  • At quinta-feira, março 15, 2007 6:14:00 da manhã, Anonymous Gabi Ninck said…

    Homem, Amor Homem,

    Reparo e não sinto tristeza
    em ver fiozinhos de aranha
    perdendo-se ao sabor dos ventos.
    Em cada vez que vejo
    um fio sequer de teia tecida
    arranco-as sem piedade
    ou outro qualquer sentimento
    que não seja de pavor ou estranheza.

    Se o amor que sentes
    é tão frágil e tão emaranhado
    qual finos fios
    das teias de aranha
    podes crer tão somente
    não é amor este sentimento
    que deveras sente.

     
  • At quinta-feira, março 15, 2007 10:08:00 da tarde, Blogger Sara said…

    Apenas quer ser um fio seu, por um dia apenas.

     

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