Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

quinta-feira, março 15, 2007

o camponês que sou


na machamba da tua memória
no gesto firme da minha enxada
semeio a mapira deste poema
tenho o destino que escolhi
escolhi o camponês que te sou

3 Comments:

  • At sábado, março 17, 2007 8:02:00 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Homem, Oh!Homem

    Que mais queres...em me plantar?
    Doce camponês de mim
    não vê tu...na memória que te sou
    que em tua semeadura...floresci?

    Deixei-te frutos...doce fruto
    Deixei-te Anêmona...
    minha mais bela flor
    Raízes fincadas neste teu chão...
    pérolas douradas de fios...manto que te cobria então
    verdura no olhar cintilante...
    mimo do céu...meu maior troféu
    tambem deixei-te:
    Risos e sorrisos
    brincadeira de menina
    sim...mulher ainda menina
    frescor e juventude
    beleza e poesia
    Em sonhos reais
    Fidelidade, cumplicidade
    Amor...tanto amor te deixei!

    Mas...
    relembra em tua memória
    nesta que não sou
    O que fizestes tu?
    Esta enxada que então retratas
    cortou...partindo ao meio
    a flor do teu destino:
    Herança minha...tesouro que te deixei.

    Qual desatino ato desastrado...incerto
    fizestes tu Homem-rio-Menino?
    Minha filha flor, agora chora
    mas...
    não te desanimes assim de tudo
    sê ainda camponês
    semeia...semeia neste teu chão
    a última semente que em te deixei;
    Lavra esta terra bendita
    com ternas e mornas águas
    Cuida...cuida e não mais descuida
    GERMINAÇÃO...
    Anêmona por certo
    em te voltará.
    DETERMINAÇÃO...
    marca que te deixei
    Belo e doce...CORAÇÃO DE MIM!
    Faz Assim.

     
  • At domingo, março 18, 2007 9:43:00 da tarde, Blogger Sara said…

    Cultive meu corpo.

     
  • At segunda-feira, março 19, 2007 2:39:00 da tarde, Anonymous Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    Culimo ainda e sempre
    nos memoriais da minha memória
    o gesto firme da tua enxada
    a cada sementeira de mapira
    que afunda na terra de que sou parida.
    Terra fértil em ti...
    Terra mãe negra...
    Que embala e adormece nossos destinos
    na espera de cada amanhecer
    a chegada de ti camponês que me és,
    na machamba das minhas lembranças.
    Tua saudade...Teu poema.

     

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