Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

quinta-feira, março 22, 2007

regaço e âncora


pela polpa dos sentidos
com a ternura das andorinhas
no gesto fresco dos pardais
à varanda da madrugada
na extremidade de mim
habitante do horizonte
invento-te
regaço e âncora

2 Comments:

  • At sexta-feira, março 23, 2007 8:17:00 da tarde, Anonymous amor said…

    Você não precisa me inventar, pois estou ai dentro do seu coração.U lugar que ninguem nunca vai me tirar...assim como vc esta no meu!!!

     
  • At segunda-feira, março 26, 2007 7:16:00 da tarde, Anonymous Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    Inventada estou
    desde que nasci.
    Âncora de ti fui parida
    desde que me fizeram luz,
    regaço transformada
    no colo de minha mãe
    fui-te...
    Desde que me era ser nascente
    polpa acontecida e encantada de sentidos
    adocicada pelo voo eterno dos pardais
    continuo sendo o que me fui
    mulher, âncora e regaço...
    Na extremidade do que és
    corpo e alma de um Zambeze turbulento
    navego cada promessa amada
    sendo apenas o que sou
    mulher, âncora e regaço.

     

Enviar um comentário

<< Home