Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

terça-feira, abril 24, 2007

deste poema de amor túrgido de ti


eis-me caminheiro sem paragem das coisas imensas
das coisas sem perímetro nem definição nem identidade
das coisas que roubam o fortuito aos vincos da certeza
das coisas que têm a liberdade por destino
das coisas que gravam a alma no instinto
das coisas que guardam o pólen da mestiçagem
das coisas que dão às conchas o eco das savanas
das coisas que nunca são porque sempre estão a ser
das coisas que têm a imodéstia do infinito
das coisas que enxertam a vertigem das cumeeiras na placidez dos sopés
das coisas em cujos ninhos as rolas criam a vagem dos dias
das coisas que são vírgulas estrangeiras aos pontos finais
das coisas que amadurecem no terreiro dos sonhos
das coisas fadadas a serem a resposta que dispensa a pergunta
das coisas que encostam os seios ao peito do futuro

essas coisas são femininas
essas coisas são o útero onde cresce o feto
deste poema de amor túrgido de ti

4 Comments:

  • At quarta-feira, abril 25, 2007 8:40:00 da tarde, Blogger Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    Ainda que eu falasse a língua dos homens...
    Ainda que falasse a língua dos anjos...
    Hoje... não consigo colocar sentimentos nas palavras.
    Amoro-te simplesmente neste poema de amor turgido em mim mas, nascido em ti.

    P.S. certos laços existem para sempre no sempre deste poema.

     
  • At quinta-feira, abril 26, 2007 3:23:00 da manhã, Anonymous tristeza .... said…

    Foi numa tarde assim. ..
    O vento soluçava...Agoirando do inverno a lúgubre hospedagem ...No céu pálido, branco, há muito não rodava...Do sol a luminosa e rútila equipagem. A derradeira flor, no jardim desfolhava...Sua pétalas. Era inóspita a paisagem...Em tudo uma tristeza imorredoira errava...Meu Deus! Que dolorosa e tristonha miragem!E eu, sonhando, revia em meu dourado sonho,O meu viver tranqüilo, o meu viver risonho,Tento junto de mim o teu amor calmo e terno.Reinava um frio intenso...e tu partiste, envolto Num último sorriso a murmurar "eu volto"E não voltaste mais! Voltou somente o inverno..."

     
  • At sexta-feira, abril 27, 2007 5:39:00 da tarde, Anonymous O carrasco do Saddan said…

    Fica triste não dona tristeza.Quando um não volta o outro desponta logo alí.
    Pega aí esses laços dessa outra lá de cima, e se enforque ou enforque ela.Se quiser me pague que vou até aí enforcar as duas.

     
  • At segunda-feira, abril 30, 2007 3:40:00 da tarde, Blogger Diva said…

    Poemas nascidos assim...vivem na eternidade dos momentos do sempre (eu acho)...
    Bjs meus

     

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