Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, abril 01, 2007

o irremediável e doce destino


escutai espíritos petulantes
e vós outros deuses fluviais
quem vos disse que o meu Zambeze
(rio táctil que corre nas minhas veias)
nasce onde vocês o fizeram nascer
nas distantes e congolesas terras
e desagua onde vocês o esqueceram
lá para terras do Chinde e dos Podzo?
não, irmãos sobre-humanos,
o Zambeze nasce nela
na princesa fluvial dos meus poemas
e por nela nascer
lhe decreto o irremediável
e doce destino
de apenas em mim desaguar
eu, que sou o canavial do horizonte

3 Comments:

  • At domingo, abril 01, 2007 6:54:00 da tarde, Blogger Sara said…

    Serei teu rio, serei tuas margens, sou tua nascente,sou tu.

     
  • At domingo, abril 01, 2007 7:57:00 da tarde, Blogger esfinge said…

    xi mwana carlos voce gosta gingar com nosso zambeze mas esta bem muito bonito. nda tenda.

     
  • At segunda-feira, abril 02, 2007 8:24:00 da tarde, Anonymous Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    Nasça no Congo,
    desague no Chinde
    (terra de minha mãe)
    rio tactil que corre em tuas veias
    Zambeze és-me!

    Nascida em terras reais
    eu, princesa fluvial
    me desaguo em ti
    fluindo poemas,
    desembocando palavras,
    tu doce destino
    Zambeze és-me!

    Nesse decreto
    o meu destino se traçou
    em mim nasces,
    em mim és-me canavial do horizonte
    ó imenso e único
    Zambeze és-me.

     

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