Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sexta-feira, agosto 03, 2007

dádiva do aleatório

lá onde estiveres neste exacto momento
ou quando os teus olhos aqui chegarem
ou quando no teu passado
eu vier definitivamente à superfície do futuro
sabe sempre que o destino das folhas
não é nem nunca foi o de caírem
das árvores malquistas
nem sequer o de balouçarem indefesas
na costas do vento destemperado
mas o de levarem à silhueta do fugaz
o direito de serem a dádiva do aleatório

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