Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

terça-feira, dezembro 25, 2007

mexoeira

Semeio em ti
a mexoeira de amanhã
quente túrgida
inexorável

terça-feira, dezembro 18, 2007

este poema habita a cacimba

à Viena

tenho a certeza de que não sabes
para que foi inventada a cacimba
esse extenso e silencioso lençol húmido
que dá às noites a aparência de um choro triste
quando a savana dorme à cabeceira do rio

a cacimba é uma coisa simples que imaginei
para que os múltiplos espectadores da vida
saibam que nós, tu e eu, habitantes únicos
das madrugadas de rins suados e incansáveis
temos o dom de fecundar a natureza
com o grito fértil dos espasmos criadores

por isso este poema habita a cacimba
quando tu e eu semeamos o amplexo
estando tu já à saída do parto
e eu a embalar o destino nos braços