Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

ao tacto do Índico que acordo

vejo esta gente a correr cedo
como se o coração pudesse voltar atrás
mas eu que tenho o coração sempre atrás
ponho-me, vê tu que poligonal ânsia,
a desabotoar as blusas das acácias
(militante dos sentidos que sou)
para que saibas que até aí te reencontro
subitamente retesada
ao tacto do Índico que acordo
nesta manhã fresca de Maputo

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