Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sábado, março 29, 2008

amanhã fiz-te dádiva

esculpo a alma na savana
(lá onde mora a indistância)
descoso saudade e memória
dispo promessa e jura
desfraldo futuro e destino
embarcando-me por fim
sereno e sem amarras

amanhã fiz-te dádiva
do que pensaste que eu era
com a leveza dos gestos
finalmente livres de mim

terça-feira, março 04, 2008

e no teu ventre planto os sonhos

encosto o futuro à tua testa
com a suavidade
com que as rolas tecem o voo da vida
e o milho ama a terra túrgida
e dessa maneira simples e possível
desembarco em ti no passado
sempre que por ti franqueio o presente
e no teu ventre planto os sonhos